De acordo com Rosalba, o corte de gastos foi motivado pela queda nos repasses de recursos federais. Segundo a governadora, somente em relação ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), houve queda de receita de mais de 10%; ou seja, o Rio Grande do Norte deixou de receber mais de R$ 200 milhões somente no primeiro semestre deste ano.
A governadora destacou que outros estados, como Minas Gerais, Paraná e Bahia - mais ricos que o RN - também estão promovendo a readequação orçamentária e que a contenção de gastos é uma realidade nacional, dado o baixo desempenho da economia brasileira.
Rosalba comparou o Orçamento do Estado com o de uma casa. Ela disse que quando os recursos estão escassos é preciso estabelecer prioridades para que a casa continue funcionando de forma adequada. "Cada secretaria vai ter que se adequar. Promover corte nas diárias, nas viagens, na conta de energia, se possível, até no cafezinho. É um sacrifício necessário", ponderou.
A governadora afirmou que herdou uma dívida da administração passada da ordem de R$ 800 milhões e que o ajuste das finanças promovido desde o início de sua gestão possibilitou que o Estado recuperasse credibilidade e conseguisse estabelecer convênios e acordos que resultaram em benefícios para a população.
Rosalba garantiu que programas como o Sanear RN, a maior ação de saneamento básico já realizada na história do Estado, não vão ser suspensos. A governadora também citou o recém-lançado Pró-Sertão, que vai promover a interiorização da indústria têxtil do RN, inaugurando 360 unidades de facção e gerando 20.000 postos de trabalho até dezembro de 2018.
Sobre o corte nos repasses para o Legislativo e para o Judiciário, Rosalba assegurou que a medida não foi autoritária e que convidou os presidentes do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Assembleia Legislativa para dialogar.
Durante a entrevista, Rosalba também foi incitada a comentar os atos de vandalismo praticados contra a Câmara Municipal no dia de ontem, quando os vereadores retornaram do recesso parlamentar. A polícia não teria agido para evitar a depredação do prédio por manifestantes.
"Fiquei tão indignada quanto à população. A polícia tem que garantir a ordem; claro, evitando o confronto, a violência. Assistir e não fazer nada enquanto o patrimônio público é depredado é inadmissível", destacou a chefe do Executivo estadual.
de o mossoroense
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