terça-feira, 6 de agosto de 2013

Abatedouro humano no HRTM

   Por: Iram de Oliveira
No Hospital Regional Tarcísio Maia em Mossoró-RN só vive quem tem que viver.  A questão é que uma amiga anônima que teve sua Vovozinha até então com 73 anos de idade enferma devido uma queda em casa. Constatado pelos exames médico o traumatismo craniano de natureza leve, precisou de cuidado médico  naquela unidade hospitalar, segundo a sua neta a senhora chegou na unidade de saúde falando tudo brincando e com aspecto bom a primeira vista.
 
A nossa amiga ficou como acompanhante da senhora durante pouco mais de quinze dias revezando com os parentes mais próximos em dias alternados. Pelo período de convívio no interior hospitalar, quem teve parentes doentes e internado dessa forma pode constatar que cria-se um vínculo efetivo, solidário e de amizade entre pacientes e acompanhantes fora do normal haja vista, o contato humano ser diário com cada qual tendo nas mais bruscas necessidades imediatas, o prazer de ajudar um ao outro de forma que o ciclo de amigos tende a crescer  atingindo até os internos dos quartos vizinhos.
 
Assim, a colega em questão infelizmente passou por uma experiência incrível e inesquecível como muitos outros pobres e sofrido seres viventes que precisar de internamento em unidade hospitalar pública  é por deveras um por todos e todos por um.
 
Nome fictício como já foi falado D. Raimunda foi internada com aspecto bom só que, com o passar dos dias o quadro clínico se agravou  a ponto de ter levado  Senhora a óbito, toda a família ficou sem saber o que tinha acontecido, de repente quando se pensava em recuperação gradativamente veio a notícia da morte da anciã! dizem por aí que a morte gera desculpas mas não acredito muito nessa hipótese, temos sim que questionar e esclarecer as dúvidas, porque nos hospitais particulares que atende pelo plano de saúde,  o atendimento são mais confiáveis?  Enquanto que nos Hospitais públicos tipo: Tarcísio Maia em Mossoró  fica a sensação de negligência? Desconfiança, sempre ficamos com o pé atrás, alerta. Se por ventura fosse um rico a coisa não ficaria impune da forma que está! Há, mais pobre não tem vez, nem voz quem se importa. Que Deus nos ajude. O pai tenha de piedade de nós.


Passado o alvoroço, tristeza no funeral, sepultamento e tal  da Senhora, a vida continua e a tendência é a normalidade dos fatos a final de contas os vivos tem que sobreviver enquanto à vida na terra. O problema é maior do que se imagina, estivemos recentemente com nossa amiga ex acompanhante da Vovó que teve morte decretada no HRTM e a mesma comentou conosco que das 30 (trinta) pessoas internadas e conhecidas dos mesmos  vinte gente, em torno de 20 já se foram (morreram) não é para se preocupar? Estatísticas nesse Hospital não tem? O que rola nessa unidade hospitalar? Decididamente um Hospital que não salva, faz de conta que salva e nada mais temos a declarar.
 
Para finaliza, uma das sobrinhas de um dos colegas de trabalho nosso, com um coágulo na cabeça também esteve internada no HTM e pelo  conhecimento de enfermagem que seu marido têm é evidente que não podemos provar nada disso apenas comentar por não aguentar ficar calado; Se alguém tiver dúvida sente lá e veja in loco e façam suas reais conclusões, Os mesmos perceberam que uma ampola do medicamento era dividido para dois ou três pacientes apesar do médico ter receitado uma dosagem correta. reclamado do fato  ao corpo de enfermagem  deram como explicação sim, devido a falta de medicamento na enfermaria (depósito) do Hospital não dar as dosagem, aplicação para todos os doentes, as enfermeiras (os) fazem marabalismo agindo de maneira, que consideramos errônea em vez de denunciar  as autoridades competentes tal feito ao Ministério público, ouvidoria chamar imprensa local etc.
 
 Assim entendemos porque tanta gente entra vivo e sai morto daquela unidade hospitalar sem explicação plausível, infelizmente.
 
É que no HRTM só vive quem tem que viver. Também, sabemos que o mesmo caso não  serve para todos os pacientes que passa pela aquela unidade de saúde, sendo que através de amizade lá dentro a coisa muda de figura com atendimento diferenciado merecendo uma melhor atenção conforme o grau de amigos dentro do quadro de funcionários do Hospital ou políticos da cidade, evidente que deveria ser, os cuidados por deveras igual para todos doentes hospitalares no Matadouro digo, Hospital enfim.
 
O Governo de todos que governa para poucos
 
Por: Iram de Oliveira, Aux. Tec. Em Edificações, Geógrafo mora em Mossoró-RN

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