O general Eliéser Girão, titular da Secretaria Estadual de Segurança
Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed), considera que a
maneira de os potiguares resolverem suas diferenças “à bala” como uma
das principais causas para o crescimento da violência no estado. Em
entrevista ao portalnoar.com, ele revela que encontrou a pasta “não
muito organizada” e diz ter eleito o baixo número de policiais como o
problema mais grave para a Segurança norte-riograndense. O secretário
afirma ainda que as associações representativas dos policiais estão
“pregando o terror” ao ameaçarem paralisação e advertindo sobre
possíveis assaltos e arrastões. Além disso, ele considera a Copa do
Mundo da Fifa como “só mais um momento”.
À frente da Segurança Pública do RN desde 14 de março deste ano,
Eliéser Girão fala das impressões que teve até então da pasta, de como
tem tratado as questões levantadas pelas entidades representativas dos
policiais, das operações para Copa do Mundo da Fifa em Natal e também
sobre o crescente número de homicídios na capital potiguar.
Portal No Ar – Qual é a sua avaliação da Segurança Pública do RN após dois meses à frente dessa pasta governamental?
Eliéser Girão – Não a encontrei muito bem
organizada. Havia muita demanda reprimida, principalmente na área de
pessoal bem como de material e equipamentos. Não é bom quando a
Segurança de um estado chega a uma situação tão vulnerável. Vemos os
índices de violência numa função crescente. Uma área como essa não pode
ficar assim. A Segurança é o guarda-chuva de proteção da sociedade e se
ela não funciona bem, então todos sofrem. O país precisa mudar o modo
como se faz Segurança Pública desde um todo até a menor cidade. Por
exemplo: o RN tem 167 municípios, mas somente três deles têm a sua
Guarda Municipal e apenas um possui câmeras de monitoramento espalhadas
pela cidade. Ao mesmo tempo, há um efetivo muito baixo de policiais
militares e civis que estão certos em cobrar por melhorias.
Qual o maior problema encontrado na sua gestão e o que tem sido feito para saná-lo?
É exatamente a de atender a demanda da falta de um efetivo policial
em quantidade e em qualidade. Tenho feito de tudo para contorná-lo.
Conseguimos levar adiante a lei de promoção de praças da PM, algo que
nunca existiu. Reajustamos recentemente as diárias operacionais. Estamos
reavaliando o modo como são feitas as promoções dos oficiais. Também
estamos vendo, junto ao Tribunal de Contas do Estado, a demanda das
promoções horizontais e verticais dos policiais para não ferirmos a Lei
de Responsabilidade Fiscal.
veja a entrevista completa aqui
fonte portal noar
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