A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) chorou na manhã desta
segunda-feira, durante entrevista à Inter TV Cabugi. Ao ouvir o
depoimento de um pai que perdeu o filho sem o atendimento em uma Unidade
de Terapia Intensiva (UTI), Rosalba se emocionou e declarou: “Eu sou
mãe, ver uma coisa dessas é muito doloroso”, disse, com a voz embargada,
a chefe do Executivo Estadual.
Para justificar a desestruturação do setor de Saúde Estadual, Rosalba
culpou a burocracia e a falta de recursos. Ela afirmou que o esforço
tem sido feito, mas não tem sido possível dar respostas mais rápidas à
população. Para melhorar o atendimento à população, a governadora cobrou
a realização do atendimento básico dos municípios.
“Estamos com maternidades fechadas e unidades de saúde sem funcionar. Se
os municípios não fazem a parte da assistência básica, termina tudo na
porta do hospital estadual”, explicou.
Em entrevista logo em seguida à Rádio Cidade (94 FM), Rosalba abordou
o corte no orçamento do Estado e as medidas de contenção de gastos
anunciadas por decreto no último sábado. Segundo ela, as medidas não são
exclusividade do Rio Grande do Norte. “Quem assiste ao noticiário vê
que estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Bahia, todos esses,
estados já tomaram essas medidas de contenção de despesas, de cortes.
Por quê? Porque a receita do Brasil – é uma questão nacional – não está
correspondendo à expectativa”, afirmou.
Segundo Rosalba, o crescimento da economia no Brasil não está no
ritmo que se esperava e houve frustração de receitas no Estado da ordem
de mais de R$ 200 milhões. “A gente tinha uma expectativa do crescimento
do ICMS de mais de 10% – entre 12% e 13% para este ano. Com isso nós
ficamos com menos ICMS do que esperávamos e com menos Fundo de
Participação dos Estados (FPE), o que já nos dá, nesses seis primeiros
meses, uma frustração de receita de mais de R$ 200 milhões”.
fonte portal JH
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