sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Documentos desmentem informação do governo de que SINTE-RN teria 46 profissionais cedidos

Dois documentos desmentem a tese apresentada pela Secretaria Estadual de Educação, de que o SINTE/RN possui 46 servidores cedidos pelo Governo do Estado. O surpreendente é que ambos podem ser encontrados na própria Secretaria Estadual de Educação. Um deles é um ofício com o ponto de frequência dos servidores cedidos ao Sindicato, referente a julho de 2013, que foi recebido no dia 9 de agosto pela Coordenadoria Administrativa de Pessoal e Recursos Humanos da SEEC. O outro é a lista os profissionais que desenvolvem atividades no Sindicato sem a disponibilidade, com seus respectivos locais de trabalho.
Veja documento com o ponto de frequência dos servidores cedidos ao Sindicato AQUI e a lista dos 21 diretores que não estão cedidos AQUI.
Ambos comprovam que apenas 19 trabalhadores em educação estão cedidos ao Sindicato, que conta ainda com mais 21 diretores. No entanto, estes últimos se desdobram para cumprir também suas funções como funcionários do Estado.
Para a coordenadora geral do SINTE/RN, Fátima Cardoso, as acusações da Secretária são uma tentativa de desviar o foco da greve, que é o colapso na educação pública estadual. “É uma tentativa de confundir a sociedade e desqualificar o Sindicato, que está denunciando o descalabro administrativo desse governo e o autoritarismo da Secretaria de Educação”, denuncia Fátima Cardoso.
 

SINTE/RN aciona Organização Internacional do Trabalho contra Governo do Estado

O Sinte/RN está denunciando o Governo do Rio Grande do Norte à Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelo ataque contra a organização sindical dos Trabalhadores em Educação do RN.
A denúncia foi protocolada ontem (14) na sede da OIT em Brasília pelo assessor jurídico do SINTE/RN, Carlos Gondim, com o apoio formal de representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores e também da deputada Federal Fátima Bezerra.
O Sindicato potiguar alega violação aos princípios consagrados nas Convenções Internacionais sobre a matéria, bem como à própria Connstituição Brasileira. Afirma também a inconstitucionalidade do artigo 101 do RJU, por estabelecer impedimentos à livre organização dos trabalhadores e pede providências da Comissão de Liberdade Sindical da OIT.
O processo segue nesta sexta-feira (17) para Genebra, aonde haverá seu trâmite.

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