segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Médicos do Hospital Regional de Caicó dão ultimato ao Governo: só trabalham amanhã se salários forem pagos

Se o Governo do Estado não pagar até esta segunda-feira (02) os salários de julho e agosto dos médicos contratados para o Hospital Regional de Caicó, eles já não irão trabalhar a partir desta terça-feira (03).
A informação foi confirmada ao Blog do Marcos Dantas por diretores do Hospital. A paralisação vai atingir todos os serviços oferecidos pelo Hospital, prejudicando a população de Caicó e região.

do blog marcos dantas

Hoje na Historia

Aconteceu em


1945 - A 2 de Setembro de 1945, a bordo do USS "Missouri" na Baía de Tóquio, termina oficialmente a Segunda Guerra Mundial.


 
1665 - No ano de 1665, foi utilizado um sistema de iluminação pública em Paris, composto por uma empresa de porta-lanternas 

fonte canal de historia

Atestados afastam 5% do efetivo da PM

O desgaste físico e mental tem afastado os policiais militares do Rio Grande do Norte de suas atividades profissionais. De acordo com o departamento médico da PM, até o final do mês de junho passado, 486 deles foram afastados completa ou parcialmente de seu trabalho por problemas de saúde.

O número representa 5,22% do total do efetivo ativo da corporação, que é de 9300 servidores. Os afastamentos desses profissionais podem acontecer de duas formas. Em uma delas, o policial é completamente desligado de suas funções dentro da Polícia Militar. Isso acontece quando a enfermidade impossibilita o trabalho. Mas o PM também pode ser retirado das ruas e encaminhado a atividades administrativas, quando a doença o atinge de maneira menos agressiva. Os dados  do departamento médico também dão conta de que a maior causa do afastamento completo da corporação é a psiquiatria, enquanto a ortopedia lidera os casos de remanejamento da atividade ostensiva para os trabalhos internos.

Porém, a falta de prática contínua de exercícios físicos, comum em uma grande parcela dos policiais militares, pode desencadear uma série de doenças que compõem o terceiro maior motivo de impossibilidade de trabalho. São as doenças clínicas, nas quais se incluem as vasculares. De acordo com o diretor de Saúde da Polícia Militar, coronel Roberto Galvão,  esta também é uma preocupação da PM.  “Se tem paciente que é hipertenso, diabético e está com excesso de peso, ele terá desempenho de trabalho que não é o ideal. A sobrecarga da atividade profissional pode agravar isso”, afirmou.

fonte tribuna do norte

Salário mínimo estimado para 2014 é quase quatro vezes menor do que o necessário

O Governo Federal, através da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou que o Projeto de Lei Orçamentária prevê que o salário mínimo a partir de 1º de janeiro de 2014 será de R$ 722,90, o que representa um reajuste de 6,62% com relação ao vencimento atual. Nas contas públicas, com o pagamento de benefícios, o impacto será de R$ 29,2 bilhões em 2014.
Na análise do economista Carlos Escóssia, professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), o valor é muito baixo para garantir as necessidades básicas de uma família. "Considerando que 50% do salário é destinado à alimentação, a família fica com menos de R$ 350 para todas as outras despesas como habitação, transporte e lazer", afirma.
O economista destaca o valor do salário mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para suprir todas as necessidades de uma família com quatro pessoas. O valor divulgado pelo órgão em julho deste ano era de R$ 2.750,83, calculado de acordo com o preço da cesta básica em 18 capitais.
A legislação estabelece que o salário mínimo deve ser capaz de suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. "O valor deveria ser muito mais alto do que na verdade é, porque não há como suprir todas essas necessidades com o valor do salário mínimo", afirma.
O valor do salário mínimo é calculado com base no percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano retrasado mais a reposição da inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). "O salário mínimo é muito baixo para quem recebe e muito alto para quem paga, porque a própria legislação dobra esse valor para os patrões", complementa o economista.

domingo, 1 de setembro de 2013

Após rompimento, Rosalba encontra Garibaldi e Henrique na posse de Amílcar Maia como presidente do TRE

9650 Governadora com ministro e o presidente da Câmara, além de outras autoridades
E na noite desta sexta-feira (30), aconteceu a solenidade de posse na presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN). A cerimônia realizada no auditório do Centro de Operações da Justiça Eleitoral (COJE) empossou os desembargadores Amílcar Maia, no cargo de presidente do TRE, e João Rebouças, como vice-presidente e corregedor regional eleitoral. A nova presidência estará à frente da administração da instituição até agosto de 2014.
 
Também foi lá o primeiro encontro da governadora Rosalba Ciarlini com seus ex-aliados: o ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho e o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, ambos líderes do PMDB.
 
do blog marcos dantas

“Até agora o PMDB foi balão de oxigênio do governo Rosalba”, garante o deputado Mineiro


Mineiro: “O governo Rosalba chegou a dois terços do mandato, mas já acabou”. Foto: Divulgação
Mineiro: “O governo Rosalba chegou a dois terços do mandato, mas já acabou”. Foto: Divulgação

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) disse que nesses dois anos e nove meses de gestão do Estado, o PMDB foi “balão de oxigênio” da gestão estadual. “Agora vamos observar o movimento que Rosalba fará para garantir maioria na Assembleia”, disse o petista.
Com a saída do PMDB, a bancada governista cairá de 13 deputados para nove, criando dificuldades para o governo aprovar matérias de interesse na Casa. Liderados por João Maia e Ricardo Motta, as bancadas de PR e PMN, respectivamente, poderão ser as próximas a romperem com Rosalba.
“Qual será a posição do PR? E do PMN? Manterão apoio? Ampliarão a participação no governo?”, questionou Mineiro. PR apoia o PT no plano federal. Mas, com a saída do PMDB, Rosalba nomeou Shirley Targino, do PR, para a Assistência Social. João Maia, que já tem o Turismo no governo do DEM, poderá ficar com Rosalba.
Mineiro disse ainda esperar que o rompimento do PMDB com Rosalba fortaleça projeto de oposição programática no RN. E que, sobretudo, reflita na correlação de forças na Assembleia. “Assim, a Assembleia poderá ter uma ação mais proativa diante da profunda crise do Estado”, afirmou, explicando que ter ação proativa é ter posicionamento não alinhado com as posições do Executivo.
“O governo Rosalba chegou a dois terços do mandato, mas já acabou. A sociedade potiguar precisa criar mecanismos para não piorar. O reflexo da participação/colaboração do PMDB com essa gestão só pode ser avaliada mais adiante. É preciso ouvir a sociedade para saber como os diversos setores percebem e reagem diante disso”, afirmou. (A.V.)

do portal JH

Governo do RN pode sofrer intervenção federal se descumprir repasse para TJ

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu: o Poder Executivo (Governo do Estado) tem que repassar, integralmente, o duodécimo ao Judiciário (Tribunal de Justiça do RN). Não, a decisão não é antiga. É nova. E se fez necessária devido ao descumprimento por parte do Governo do Estado, que alegou ter ficado “em dúvida” sobre o que o ministro Ricardo Lewandowski havia decidido na semana passada.
Por isso, desta vez, em despacho preferido nesta sexta-feira, o ministro explicou que estava reafirmando a decisão para que “não paire eventual dúvida”. Sem dúvidas, então, quanto ao que o STF determinou, o Executivo terá que cumprir o repasse imediatamente. Caso não o faça e continue protelando o pagamento de recursos que são, constitucionalmente, de direito do Judiciário, o Governo Rosalba Ciarlini poderá sofrer, até mesmo, intervenção federal.
Claro que essa seria uma medida extrema, quando estivessem esgotadas outras possibilidades, como o simples bloqueio de verba para garantir o repasse. “É possível, mas no momento acredito ser cedo para falar nisso. Há outras medidas que o STF pode tomar para garantir o pagamento, entre elas, o bloqueio de verbas”, explicou a presidente da Associação dos Magistrados do RN (Amarn), Hadja Rayanne.
Porém, é importante ressaltar que esse não é o único risco que o Governo Rosalba Ciarlini tem de sofrer intervenção federal, que seria configurada pelo afastamento da atual gestão do poder e a nomeação de um interventor para tomar decisões administrativas. Em abril, por exemplo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fez uma série de recomendações ao Governo do Estado para mudar a condição “desumana e caótica” dos presídios estaduais. Caso essas recomendações continuem a ser descumpridas (já foram com relação ao ano passado), o Governo pode ser denunciado a Organização dos Estados Americanos (OEA) ou aos tribunais internacionais, e os processos resultarem numa interdição.
Além disso, no início do ano, o Sindicato dos Servidores da Administração Indireta (Sinai), denunciou ao Tribunal de Justiça o descumprimento da decisão judicial quanto ao pagamento do Plano de Cargos e Salários dos servidores da Fundação José Augusto pelo Governo do RN. E no pedido da assessoria jurídica do Sinai, foi requisitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) intervenção da União Federal no RN por desobediência a ordem e decisão judicial.
DUODÉCIMO
De qualquer forma, o risco da vez, para o Executivo é o cumprimento do duodécimo. “Como o ministro colocou que a decisão deve ser cumprida imediatamente, entendo que o repasse deva ser feito em 24 horas”, analisou Hadja Rayanne. Depois desse prazo, o Governo do Estado já estaria descumprindo uma decisão e sujeito a outras punições.
Sobretudo, porque a situação não é nova, mas tem ocorrido de maneira mais frequente desde que o Judiciário passou a ter o chamado “orçamento real”, que em tese o faria não precisar de suplementação orçamentária para pagar sua folha, custear sua estrutura e fazer investimentos. “No ano passado já enfrentamos uma situação como essa e neste ano, antes de julho, o Executivo já não vinha fazendo o repasse integral do duodécimo. Ou seja: antes de cortar linearmente de 10,74% do orçamento do Judiciário, o repasse já não era integral”, revelou Hadja Rayanne.
Diante do agravamento da situação, o Judiciário decidiu recorrer ao STF. Ganhou na semana passada com uma decisão liminar, mas a Procuradoria-geral do Estado (PGE), afirmou que não tinha decidido a sentença direito. Compreendeu que o ministro Ricardo Lewandowski determinava que o repasse deveria ser feito respeitando os cortes orçamentários propostos pelo Executivo.
Agora, o ministro decidiu novamente, para evitar qualquer dupla interpretação. “Consigno, oportunamente, para que não paire eventual dúvida a respeito de seu preciso alcance, que o provimento liminar exarado em 23/8/2013 é expresso e incondicional na determinação mandamental de que a autoridade impetrada, no estrito cumprimento das normas constitucionais em questão (arts. 99 e 168 da CF), entregue os respectivos valores de duodécimos em sua integralidade, tal como destinado ao Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte na Lei Orçamentária Anual vigente naquela unidade federada (Lei Estadual 9.692/2013)”, escreveu Lewandowski.

do portal JH

Diário Oficial convoca 116 professores e profissionais de educação

O Governo publica no Diário Oficial do Estado deste sábado(31), a convocação de 116 professores e profissionais de educação, aprovados em concurso público, de acordo com fundamento no edital de outubro de 2011.

Os cargos que serão ocupados são de professores de artes; biologia e ciências; educação física, filosofia; geografia; história; inglês; espanhol; português; química; sociologia e pedagogia.

Vale destacar que a convocação se enquadra no critério de substituição dos candidatos nomeados anteriormente, e que não compareceram ou solicitaram reclassificação. Na ocasião, a chamada dos convocados obedecerá a ordem de classificação

Hoje na Historia

Aconteceu em:



1939 - Apoiados pela temível "Luftwaffe" que bombardeou as cidades polacas até as deixar irreconhecíveis, 58 divisões alemãs atravessaram a fronteira com a Polónia, a 1 de Setembro de 1939.


 
1513 - A 1 de Setembro de 1513, o explorador, governante e conquistador espanhol, Vasco Nuñez de Balboa, fez-se ao mar para se transformar, pouco tempo depois, no primeiro europeu a descobrir o Oceano Pacífico, desde a costa oriental.

1951 – Eva Duarte de Perón renuncia à candidatura à vice-presidência da república da Argentina.

1910 – É fundado o Sport Club Corinthians Paulista.

fonte canal de historia / blog padua campos

Rosalba Ciarlini poderá ficar com apenas dois deputados

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) está próxima de um feito raro na política do Rio Grande do Norte: encerrar o mandato com apenas dois deputados estaduais dando sustentação ao seu governo na Assembleia Legislativa.
Na tarde de sexta-feira, de uma tacada só ela perdeu o apoio de quatro deputados do PMDB. Ela também já tinha perdido em 2011 o apoio de José Dias e Gesane Marinho que se afastaram dela quando migraram para o PSD, fato que causou o polêmico rompimento com o vice-governador Robinson Faria.
O deputado estadual Kelps Lima (PR), que substituiu Poti Junior (indicado para o Tribunal de Contas do Estado), durou pouco tempo na base governista. Já estava rompido.
Só com dados de fatos consumados já se pode concluir que a governadora não tem mais o predomínio naquela casa parlamentar.
De forma oficial apenas oito deputados fazem parte da base do governo: Leonardo Nogueira (DEM), Getúlio Rego (DEM), Gilson Moura (PV), George Soares (PR), José Adécio (DEM), Ricardo Motta (PMN), Raimundo Fernandes (PMN) e Antonio Jácome (PMN).
Desta lista apenas Adécio e Getúlio não estão próximos de romper. O restante já está com um pé na oposição.
O presidente do PMN, Antonio Jácome, nunca foi um defensor do governo e deve levar o PMN ao rompimento em breve. O mesmo vale para Gilson Moura. O PV dele foi o primeiro partido a romper com Rosalba, mas ele se dizia apoiador do governo. Deve seguir a orientação do partido mais em breve.
O presidente da Assembleia, Ricardo Motta, é a perda mais considerável. Além de comandar o Legislativo ele era o principal interlocutor do governo no parlamento e servia de elo com os deputados. Ele e Raimundo Fernandes devem ir para o PP e deixar a situação.
O deputado Leonardo Nogueira há muito não se afina com o governo. Ele tem feito muitas críticas públicas a Rosalba que na sexta-feira passada fez uma cobrança pública a ex-prefeita Fafá Rosado, mulher de Leonardo, pela demora na instalação de um call Center. Só falta oficializar o rompimento.
Com esse quadro, só ficariam no governo José Adécio e Getúlio Rego. O primeiro nunca manifestou a possibilidade de se afastar e o segundo é líder da bancada governista e o único a tentar defender a gestão de Rosalba no plenário. Mesmo assim ele tem admitido dificuldades e lamentado a falta de habilidade da governadora em negociar. Getúlio tem prestígio no governo do DEM. O filho dele, o ex-prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rego, é secretário estadual de Recursos Hídricos e o sobrinho Glauber Rego foi indicado para o Tribunal de Justiça.
Deputados eleitos pelo governo
Leonardo Nogueira
Getúlio Rego
Dibson Nasser (depois substituído por José Adécio)
Raimundo Fernandes
Ricardo Motta
Antonio Jácome
José Dias
Walter Alves
Gesane Marinho
Gilson Moura
Vivaldo Costa
George Soares

Aderiram ao Governo

Nélter Queiroz
Poti Junior (que saiu para o Tribunal de Contas
e foi substituído por Kelps Lima que logo se tornou oposição)
Gustavo Fernandes
Hermano Morais
Romperam com o governo
Nélter Queiroz
Gustavo Fernandes
Hermano Morais
Kelps Lima
José Dias
Gesane Marinho
Walter Alves

Em vias de rompimento

Leonardo Nogueira
Ricardo Motta
Raimundo Fernandes
Vivaldo Costa
George Soares
Gilson Moura.

de o mossoroense

Calamidade não garante recursos

Oito meses após o encerramento do período que vigorou o decreto de calamidade pública na saúde estadual, obras e ações planejadas ainda não foram completamente executadas. Do montante de R$ 25 milhões previsto com o Decreto, o Governo do Estado era responsável pelo repasse de R$ 13 milhões. Deste total, apenas R$ 5 milhões – 39% dos recursos – foram investidos. O mesmo problema acontece em Natal. Na última sexta-feira, completou um mês da publicação do decreto que estabeleceu a calamidade na saúde municipal. Na capital potiguar, a previsão é de investimento de R$ 8 milhões para recuperação de  unidades, compra de equipamentos e contratação de pessoal. Até agora, nenhum centavo foi investido.

A saúde não é o único setor onde os gestores estaduais e municipais utilizam decretos para tentar viabilizar recursos extras que solucionem problemas administrativos e falta de insumos. Essa é a justificativa utilizada na maioria dos casos. Com o decreto, é possível contratar deixando-se de lado os trâmites burocráticos das licitações.

A publicação de decretos emergenciais ficou mais evidente no ano passado. Em abril daquele ano, a governadora Rosalba Ciarlini publicara o Decreto nº 22.637 estabelecendo a situação de emergência na maioria dos municípios por causa dos efeitos da seca. Três meses depois, em meio a uma greve dos médicos e  situação caótica nos hospitais estaduais, o Executivo publicou o Decreto nº 22.844.

Concomitantemente, a secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) publicou um plano de enfrentamento ao problema. No documento, constava uma série de medidas e ações que seriam implantadas ao longo dos seis meses – tempo de vigência do decreto [veja info]. À frente da equipe que produziu o documento, estava o atual titular da pasta, o médico Luiz Roberto Fonseca. À época, o secretário era coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Metropolitano). “O decreto é um retrato de uma situação. Naquele momento, estávamos evidenciando uma incapacidade completa, um colapso na assistência. O decreto era necessário”, diz.

da tribuna do norte

Caos nos Centros de Detenção Provisória do Rio Grande do Norte gera preocupação

Em semana marcada por um apagão na rede elétrica que abastece o Nordeste, presos do Rio Grande do Norte, que cumprem pena ou estão provisoriamente em Centros de Detenção Provisória (CDPs), aproveitaram o escuro para tentar fugir do "inferno", como eles próprios denominam as carceragens mantidas pelo Estado, tanto na capital, como no interior.
Foram registrados problemas com as péssimas estruturas em diversos CDPs, dos municípios e na Grande Natal, durante as horas de escuro. "Aqui é o inferno, pode acreditar. Falta água, comida, condições básicas de higiene e saúde, além de sermos espancados na calada da noite", disse um preso do CDP da Ribeira, após uma rebelião ser contornada.
Na ocasião do apagão, mais de 80 presos que dividiam três celas superlotadas começaram a quebrar as paredes e grades, tentando fuga em massa, que só não ocorreu devido os reclusos terem sido contidos a tiros de escopetas calibre 12 e pistolas disparados por agentes penitenciários.
Após o retorno da energia, marcas de tiros eram visíveis nas paredes das celas e corredores, assim como um rastro de destruição na unidade prisional que teve de ser interditada pela Justiça e os detentos transferidos para a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta.
INDIGNAÇÃO
Os familiares dos presos quando os viram sendo transferidos para Alcaçuz, se revoltaram e denunciaram os maus-tratos efetuados pelos agentes penitenciários e policiais que ajudam na vigilância do CDP.
Na cidade de Pau dos Ferros, região do Alto Oeste potiguar, também foram registrados problemas envolvendo unidades prisionais. No complexo penal da cidade, os presos aproveitaram o escuro para dar continuidade a um túnel que vinha sendo escavado de dentro para fora do presídio. No dia seguinte (quinta-feira), durante as visitas, os agentes localizaram o túnel e prenderam em flagrante 10 presos dentro das obras de escavação.
Revoltados pela descoberta do túnel e as prisões dos companheiros, os detentos iniciaram uma rebelião e mantiveram como reféns os familiares e amigos que os visitavam, tornando o clima tenso e delicado. A situação só foi contornada meia hora depois, quando os agentes negociaram a liberdade das visitas.
"Nós temos problemas direto com a estrutura do presídio e as condições que os presos são mantidos. Falta condições de trabalho e sobra perseguição por parte do governo estadual, se denunciarmos as irregularidades", disse um agente penitenciário lotado no presídio de Pau dos Ferros.
Segundo relatos da Secretaria de Estado Justiça e Cidadania (Sejuc), na semana do apagão foi registrado problema na Cadeia Pública de Nova Cruz, Caraúbas, Apodi, Alexandria, Acari, Caicó e Natal.

de o mossoroense